Este serviço tem o objetivo de aumentar a capacidade de adaptação da pessoa adulta a determinada situação ou condição, assim como potenciar o seu funcionamento adaptativo nas mais diversas áreas da sua vida (ex., pessoal, familiar, profissional, social, etc.), de forma a promover a sua saúde psicológica e o seu bem-estar subjetivo.

Este serviço foi criado a pensar nos jovens, adultos, pais e famílias que procuram apoio psicológico ou psicoterapêutico.

A Organização Mundial da Saúde define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas de ausência de doença. Como tal, a saúde física e a saúde psicológica (tal como o corpo e a mente) estão interligadas.

Por sua vez, a saúde psicológica designa, não somente a ausência de problemas psicológicos ou de doença mental, mas um estado de completo bem-estar em que a pessoa é capaz de: 1) funcionar em termos pessoais, familiares, académicos, profissionais, sociais, etc., tirando o máximo partido do seu potencial; 2) compreender-se interiormente, descobrir-se, conhecer-se e desenvolver-se em termos pessoais; 3) lidar com as dificuldades, os problemas e desafios da vida diária; e, 4) viver a vida de uma forma plenamente satisfatória e feliz.

Segundo dados científicos, 1 em cada 5 pessoa sofre com problemas em que o Psicólogo pode ajudar! Tal como quando temos sintomas físicos (ex., dores de cabeça, estômago, etc.) procuramos ajuda médica especializada, quando temos sintomas psicológicos (ex., tristeza profunda, ansiedade, medos, etc.) podemos procurar ajuda psicológica especializada…

Os problemas de saúde psicológica podem surgir em qualquer pessoa, independentemente do género, idade, etnia, religião, nível de escolaridade ou socioeconómico. Os problemas psicológicos podem interferir com os sentimentos, pensamentos e comportamentos da pessoa, e originar dificuldades nas suas atividades pessoais, familiares, sociais, académicas, profissionais, etc.

 

Problemas Psicológicos Comuns na Idade Adulta

“Como posso saber se devo procurar ajuda psicológica especializada?”

 

Quem nunca se sentiu triste, ansioso, tenso ou irritado? Estes sentimentos são naturais em todos nós, de vez em quando… Porém, se estes e/ou outros sintomas forem intensos, persistirem durante longos períodos de tempo e/ou se começarem a interferir com a vida diária, podem dar origem a problemas de saúde psicológica.

Os problemas psicológicos podem manifestar-se através de quatro diferentes tipos de sintomas:

Físicos – Os problemas psicológicos desencadeiam frequentemente sintomas físicos. Estes são designados por sintomas “somáticos” (sôma = corpo) que afetam o corpo, assim como as funções físicas e fisiológicas. Os sintomas físicos incluem dores (ex., de cabeça, estômago, náuseas, cólicas, desconforto abdominal, etc.), cansaço, fadiga, falta de energia, suores, palpitações, dificuldades em respirar (ex., sensação de sufoco, falta de ar, etc.), alterações do sono, do apetite ou do peso, entre outros.

Cognitivos – Os sintomas que afetam o pensamento são designados por sintomas cognitivos e incluem as expectativas, as crenças e os pensamentos negativos (ex., expectativas de que as coisas não vão correr bem, pensamentos suicidas, etc.), as dificuldades de atenção, concentração e memória, entre outros.

Emocionais – Os sintomas emocionais incluem as emoções e os sentimentos, como tristeza, angústia, desespero, ansiedade, medo, pânico, entre outros.

Comportamentais – Estes sintomas incluem as ações e os comportamentos, como chorar, isolar-se dos familiares e/ou amigos, deixar de fazer as tarefas ou atividades que habitualmente desenvolvia, começar a consumir álcool ou outras substâncias, ter comportamentos agressivos, fazer tentativas de suicídio, entre outros.

Na generalidade, os diferentes tipos de sintomas surgem associados, ou seja, uma mesma pessoa pode manifestar sintomas de vários tipos.

 

Sintomas e Sinais de Alarme

…de Problemas Psicológicos na Idade Adulta

 

Para conhecer os sintomas e sinais de alarme dos principais problemas psicológicos que surgem habitualmente na idade adulta, e que sugerem a necessidade de procurar apoio psicológico, consulte a lista que se apresenta seguidamente. Tenha em conta que nem todas as pessoas experienciam todos os sinais e/ou sintomas característicos de um mesmo problema psicológico, podendo os sintomas variar e manifestar-se de forma diferente em cada pessoa.

Considere a necessidade de solicitar ajuda psicológica especializada se apresenta sinais ou sintomas persistentes de:

Humor deprimido e/ou irritável;

Tristeza profunda, angústia e/ou sensação de vazio;

Sentimentos de falta de esperança e/ou desespero;

Sentimentos de culpa e/ou desvalorização pessoal;

Perda do interesse e/ou incapacidade de sentir prazer nas atividades (ex., de lazer e/ou outras) que anteriormente costumava apreciar;

Isolamento social e evitamento das interações com familiares ou amigos;

Alterações do sono (ex., insónia, hipersónia, sono agitado, etc.);

Alterações do apetite e/ou do peso (ex., diminuição/aumento do apetite e/ou do peso);

Perda de energia e fadiga;

Choro frequente;

Pensamentos de morte e/ou suicídio, ou tentativas de suicídio;

Inquietação e/ou irritabilidade;

Dificuldades de atenção, concentração e/ou memória, ou dificuldades em tomar decisões;

Sintomas físicos persistentes que não respondem a tratamentos médicos (ex., dor crónica, dores de cabeça, problemas digestivos, náuseas, cólicas, desconforto abdominal, e/ou outra).

 

Oscilações de humor, com alternância de períodos de sintomas depressivos (ver acima Depressão), com períodos de sintomas maníacos:

Humor elevado, expansivo e/ou irritável;

Sensações de autoestima aumentada e/ou de grandiosidade;

Aumento da atividade e/ou agitação psicomotora;

Impulsividade e diminuição da capacidade de julgamento;

Aceleração do pensamento e/ou fuga de ideias;

Discurso rápido e excessivo (ex., mais falador do que o habitual);

Diminuição da necessidade de dormir (ex., sente-se bem após somente 3 horas de sono).

 

Ansiedade, nervosismo, tensão e/ou preocupação excessivas;

Agitação e inquietação excessivas;

Sensações de medo, pânico e/ou fobia;

Pensamentos negativos e angustiantes, recorrentes e repetitivos, que persistem apesar das tentativas em controlá-los ou suprimi-los;

Medo de perder o controlo ou de “enlouquecer”;

Evitamento de situações e/ou locais que provocam medo ou ansiedade (ex., estar fora de casa, viajar de autocarro ou avião, estar no meio de uma multidão);

Dificuldades/problemas do sono (ex., dificuldade em adormecer ou permanecer a dormir, ou sono agitado e insatisfatório);

Sintomas físicos (ex., dores, palpitações, sensação de sufoco ou de falta de ar, tonturas, vertigens, tremores, entorpecimento ou formigueiro em determinadas partes do corpo, e/ou outros).

 

 

 Anorexia Nervosa:

Perda de peso significativa (peso inferior ao esperado para a idade e altura);

Preocupações excessivas com a aparência física, o peso e as formas corporais;

Medo intenso de ganhar peso ou de engordar, mesmo quando o peso é insuficiente;

Autoperceção e autoavaliação inadequadas do peso e das formas corporais (ex., acha que está “gordo/a” quando está demasiado magro/a);

Fadiga e perda de energia;

Diminuição das capacidades de atenção e concentração;

Irritabilidade e eventual dificuldade na interação/relação com outros;

Podem estar presentes comportamentos excessivos de exercício físico, como meio de acelerar a perda de peso;

Podem estar presentes pensamentos obsessivos e comportamentos repetitivos e/ou ritualizados relacionados com a comida, o peso e as formas corporais;

Podem estar presentes perturbações do humor (ex., depressão, perturbação bipolar) ou perturbações da ansiedade.

 

Bulimia Nervosa:

Episódios recorrentes de ingestão alimentar compulsiva;

Os episódios são caracterizados pela ingestão de grandes quantidades de comida, num curto período de tempo (+- até 2 horas);

Durante os episódios, a ingestão compulsiva de alimentos é acompanhada pela sensação de perda de controlo sobre o comportamento de comer;

Os episódios de ingestão alimentar compulsiva são seguidos por comportamentos compensatórios, inadequados e recorrentes, para impedir o aumento de peso (ex., vomitar, uso de laxantes, diuréticos ou outros; jejum ou exercício físico excessivo);

Preocupações excessivas com a aparência física, o peso e as formas corporais.

 

Preocupações excessivas com um ou mais “defeitos”, reais ou imaginados, na aparência (mesmo que uma anomalia física esteja presente, as preocupações têm um caráter marcadamente excessivo);

As queixas centram-se geralmente em imperfeições, reais ou imaginadas, da face ou cabeça, e/ou de qualquer outra parte do corpo;

São comuns queixas relativas a imperfeições da pele (ex., acne, rugas, cicatrizes, manchas, palidez ou rubor da pele, inchaço, assimetria, pilosidade excessiva, etc.), do cabelo (ex., escassez de cabelo), de outros aspetos da face ou cabeça (ex., forma ou tamanho do nariz, olhos, sobrancelhas, pálpebras, boca, lábios, dentes, queixo, bochechas ou cabeça) e/ou de outras partes do corpo (ex., genitais, seios, ancas, nádegas, abdómen, ombros, braços, mãos, pés, pernas). As queixas podem ainda estar relacionadas com a dimensão geral do corpo, constituição corporal ou masculinidade;

As preocupações com as imperfeições físicas consomem muitas horas da vida diária, ao ponto de dominarem a vida da pessoa (ex., a pessoa passa muitas horas a pensar no(s) “defeito(s)”, a verificar a sua aparência no espelho, a esconder as imperfeições, a comparar a sua aparência com a de outras pessoas, a procurar a opinião de outros sobre a sua aparência, e/ou a pensar ou fazer cirurgias estéticas);

As preocupações causam grande sofrimento e interferem significativamente com o funcionamento da pessoa nas diversas áreas da sua vida (ex., pessoal, social, profissional, e/ou outra).

 

Dificuldades em lidar com o stress e/ou com os problemas da vida diária;

Diminuição da produtividade e do rendimento académico e/ou profissional;

Problemas de autoestima;

Pensamentos negativos frequentes;

Hostilidade para com familiares e/ou amigos, sem motivo aparente;

Envolvimento em comportamentos de risco que habitualmente evitaria e/ou que gostaria de diminuir (ex., consumo de álcool, tabaco ou outras substâncias);

Dificuldades de comunicação e/ou de relacionamento interpessoal;

Dificuldades em lidar com experiências de vida difíceis (ex., fim de uma relação, perda de um familiar ou amigo, etc.);

Dificuldades em lidar com experiências ou situações dolorosas do passado, que interferem com a vida atual e impedem o alcance dos objetivos pessoais;

Dificuldades em lidar com: 1) um problema médico ou situação de doença física, crónica ou prolongada, que está a interferir com a sua vida e a sua saúde; 2) a preparação para uma hospitalização e/ou cirurgia; 3) a adesão aos tratamentos e/ou prescrições médicas; 4) as exigências emocionais e sociais da doença, do tratamento e/ou da recuperação;

Outros…

 

Se identificou em si, num familiar ou amigo, alguns dos sinais e/ou sintomas descritos anteriormente, e estes forem intensos e/ou persistentes, o apoio psicológico poderá ajudá-lo(s).

 

Poderá também procurar apoio psicológico se…

Sente-se sobrecarregado/a com a sua vida diária: o seu trabalho, a educação dos seus filhos, o cuidar de um familiar doente ou idoso, e/ou outros;

Deseja alterar traços da personalidade e/ou características psicológicas em si;

Procura aumentar o seu autoconhecimento;

Pretende maximizar o seu potencial e a sua satisfação em uma ou mais áreas da sua vida (ex., pessoal, familiar, social, académica, profissional, ocupacional, atlética, ou outras);

Pretende aumentar a sua saúde positiva e o seu bem-estar subjetivo.

 

Procure ajuda o mais cedo possível…

 

Quanto mais cedo, melhor para si…

As intervenções preventivas, cujo objetivo é prevenir dificuldades/problemas em situações em que é previsível o seu surgimento, e as intervenções terapêuticas iniciadas durante a fase inicial da instalação dos problemas/dificuldades, obtêm melhores resultados terapêuticos comparativamente com as intervenções terapêuticas iniciadas quando as dificuldades/problemas existem há vários meses ou anos.

As intervenções preventivas e as intervenções terapêuticas iniciadas na fase inicial dos problemas/dificuldades são também mais eficazes na prevenção de problemas psicológicos mais graves no futuro…

Quanto mais cedo é procurada ajuda psicológica especializada e mais cedo é iniciado o tratamento, melhor será o prognóstico, e menores serão a duração e o custo da intervenção terapêutica.

Psicoterapia para Adultos

 

A Psicoterapia consiste numa variedade de técnicas e métodos utilizados para ajudar crianças, adolescentes e adultos que apresentam dificuldades em gerir as suas emoções e/ou o seu comportamento.

A avaliação psicológica inicial permite determinar a necessidade, ou não, de um processo psicoterapêutico. Esta decisão é tomada tendo em conta as dificuldades/problemas atuais, a história e evolução dos problemas ao longo do tempo, e o tipo de intervenção mais eficaz no tratamento das dificuldades/problemas específicos.

A duração da psicoterapia depende habitualmente de vários fatores, como a complexidade e a gravidade dos problemas; o ritmo particular de cada pessoa para se adaptar ou implementar as mudanças necessárias; e, do tempo que necessita para começar a sentir melhorias ao nível do bem-estar subjetivo.

Algumas pessoas necessitam de apenas algumas sessões para começarem a experienciar um aumento do seu bem-estar psicológico, enquanto outras necessitam de mais sessões e de intervenções mais prolongadas.

 

Psicoterapia Cognitiva-Comportamental

Existem diversos tipos de Psicoterapia, entre as quais a Psicoterapia Cognitiva-Comportamental é internacionalmente considerada, pelos estudos científicos, desde 1977, como a melhor terapia para o tipo de problemas que as pessoas geralmente apresentam, como a depressão, a ansiedade, medos e fobias, problemas relacionados com o stress, entre outros1.

A Psicoterapia Cognitiva-Comportamental apresenta resultados de eficácia comprovada com pessoas de todas as idades, incluindo crianças, adolescentes e adultos, independentemente da sua etnia ou cultura, e do seu nível de escolaridade ou socioeconómico. É também eficaz quando utilizada individualmente ou com grupos (ex., terapia de grupo).

A Psicoterapia Cognitiva-Comportamental é indicada nomeadamente nos casos de:

Problemas de humor (ex., depressão, perturbação bipolar);

Problemas de ansiedade (ex., fobias como medo de animais, alturas, espaços fechados; pânico; fobia social; ansiedade generalizada; e outras);

Problemas do comportamento alimentar (ex., anorexia e bulimia nervosa, ingestão alimentar compulsiva, obesidade);

Problemas relacionados com a perceção da imagem corporal e insatisfação corporal;

Problemas relacionados com o consumo de substâncias (ex., tabaco, álcool);

Problemas de relacionamento interpessoal;

Problemas do sono (ex., insónias);

Problemas de stress;

Problemas relacionados com dor crónica persistente;

Outros…

E ainda:

Quando as pessoas pretendem adquirir e/ou desenvolver as suas estratégias ou competências pessoais para lidar (mais) positivamente com o seu presente, o seu dia-a-dia e as dificuldades emocionais associadas.

 

A Dra. Cláudia Madeira Pereira é especializada em Psicoterapia Cognitiva-Comportamental e Integrativa. Esta consiste num tipo de terapia que recorre a diversos métodos e técnicas, cognitivas e comportamentais, para ajudar as pessoas a gerir as suas emoções e os seus comportamentos. Esta terapia é também “integrativa”, visto que contempla conhecimentos de outras abordagens terapêuticas para além dos métodos cognitivos e comportamentais, o que torna esta terapia mais rica e robusta quando se trata de responder às necessidades de crianças, adolescentes e adultos.

 

Entre os inúmeros benefícios da Psicoterapia Cognitiva-Comportamental e Integrativa destacam-se os seguintes:

Contempla o apoio psicológico, proporcionando apoio emocional;

Ajuda as pessoas a compreenderem as suas dificuldades/problemas e a perceberem como determinados processos psicológicos (ex., pensamentos, emoções, comportamentos) estão associados a esses problemas;

Facilita a mudança de pensamentos e comportamentos disfuncionais;

Auxilia o desenvolvimento de novas formas, mais positivas e funcionais, de pensar, agir e expressar emoções/sentimentos;

Promove a aquisição e/ou o desenvolvimento de estratégias e competências pessoais para solucionar os próprios problemas;

Facilita o desenvolvimento de competências para prevenir e resolver eventuais dificuldades futuras (ex., prevenção da recaída).

 

Fonte: “Cognitive-Behavioural Therapy: An information guide”.

 

 

 

“A Psicologia é para todos – crianças, adolescentes e adultos –, independentemente do seu género, idade, escolaridade, habilitações académicas, situação financeira, etc… Todos nós, em algum (ou em diferentes) momento(s) da nossa vida, podemos necessitar da ajuda de um Psicólogo e temos o direito de ter o apoio de que necessitamos (…)

A missão do meu trabalho é transformar vidas e é sempre uma honra poder ajudar quem precisa…”

Cláudia Madeira Pereira

 

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