O serviço de apoio psicológico/psicoterapêutico tem o objetivo de aumentar a capacidade de adaptação da criança e do adolescente a determinada situação ou condição, assim como potenciar o seu funcionamento adaptativo nas mais diversas áreas da sua vida (ex., escolar/académica, pessoal, familiar, social, etc.), de forma a promover a sua saúde psicológica e o seu bem-estar subjetivo.

O apoio psicológico/psicoterapêutico para crianças e adolescentes insere-se nas áreas da Psicologia Clínica e da Saúde, destacando-se entre os seus objetivos específicos:

 

Psicologia Clínica

Ajudar a criança ou adolescente a lidar com experiências ou situações de vida potencialmente críticas ou dolorosas (ex., separação ou divórcio dos pais, doença ou morte de um familiar ou amigo, etc.) e sentimentos difíceis (ex., ansiedade, medo, tristeza, culpa, etc.) que possam interferir com o seu funcionamento adaptativo e o seu bem-estar subjetivo;

Ajudar a criança ou adolescente, e suas famílias, a solucionar dificuldades e/ou problemas específicos (ex., medos, problemas do sono, enurese, atrasos do desenvolvimento, etc.);

Prevenir ou intervir nos problemas de saúde psicológica da criança ou adolescente, como depressão, ansiedade, fobias, perturbações do comportamento alimentar, problemas relacionados com o stress, problemas de comportamento, problemas de relacionamento interpessoal, entre outros;

Ajudar o adolescente a conhecer-se melhor, a criar significado para a sua vida e a sua existência, e a construir a sua identidade pessoal;

Promover a aquisição e/ou o desenvolvimento de estratégias e competências (ex., sociais, cognitivas, de comunicação, de relacionamento interpessoal, etc.), promotoras da saúde e do bem-estar psicológico generalizados da criança ou adolescente.

  

Psicologia da Saúde

Facilitar a adaptação da criança ou adolescente a um problema médico ou situação de doença física, crónica ou prolongada (ex., diabetes, obesidade, etc.), e a lidar com as exigências emocionais e sociais da doença;

Facilitar a adaptação e/ou adesão da criança ou adolescente com problema médico ou doença física, crónica ou prolongada, aos tratamentos, hospitalizações, cirurgias e/ou prescrições médicas;

Ajudar a criança ou adolescente com doença física, crónica ou prolongada, a encontrar formas positivas de viver as limitações impostas pela sua doença, promovendo assim o seu desenvolvimento psicológico saudável e adequado;

Prevenir o surgimento ou desenvolvimento de problemas de saúde psicológica (ex., depressão, ansiedade, etc.) na criança ou adolescente com doença física, crónica ou prolongada;

Promover a aquisição e/ou o desenvolvimento de estratégias e competências (ex., afetivo-emocionais, de controlo da dor, etc.), promotoras da saúde e do bem-estar psicológico generalizados da criança ou adolescente com problema médico ou doença física, crónica ou prolongada.

 

Problemas Psicológicos Comuns na Infância e na Adolescência

“Como posso saber se o meu filho precisa de apoio psicológico/psicoterapêutico?”

 

Pode ser difícil para os pais (ou outros cuidadores) distinguirem sinais e sintomas relativos a problemas ou dificuldades que qualquer criança ou adolescente experiencia de vez em quando, daqueles que sugerem dificuldades/problemas mais graves, que necessitam de apoio psicológico/psicoterapêutico.

Todas as crianças e adolescentes apresentam dificuldades/problemas em determinados momentos do seu desenvolvimento, no entanto, é a frequência, a duração e/ou a intensidade dessas dificuldades/problemas que indicam a sua gravidade e a necessidade de apoio psicológico/psicoterapêutico. Considera-se que, quando as dificuldades/problemas ocorrem durante mais do que umas semanas e interferem com o bem-estar e/ou o funcionamento da criança/adolescente em casa, na escola ou noutra situação do seu dia-a-dia, estamos perante uma criança ou adolescente que necessita de ajuda psicológica especializada.

Para os pais, reconhecer e aceitar que o/a filho/a apresenta dificuldades/problemas que necessitam de apoio psicológico pode ser doloroso e a decisão de procurar a ajuda de um/a psicólogo/a pode ser difícil. No entanto, se suspeita que o seu filho/a necessita de apoio psicológico, saiba que o seu esforço em procurar informação para ajudar o seu filho/a é já um importante passo para a resolução das dificuldades/problemas.

 

O que dizem os estudos científicos?

De acordo com estudos científicos, entre 80 a 90% das crianças e adolescentes que recebem ajuda psicológica especializada, obtêm resultados de sucesso terapêutico, evidenciando uma melhoria significativa da sua saúde psicológica e do seu bem-estar subjetivo.

Sintomas e Sinais de Alarme

…de Problemas Psicológicos na Infância e na Adolescência

Para conhecer os sintomas e sinais de alarme dos principais problemas psicológicos que surgem habitualmente durante a infância e a adolescência, e que sugerem a necessidade de procurar apoio psicológico, consulte a lista que se apresenta seguidamente. Tenha em conta que nem todas as crianças ou adolescentes manifestam todos os sinais e/ou sintomas característicos de um mesmo problema psicológico, podendo os sintomas variar e manifestar-se de forma diferente em cada criança ou adolescente.

Considere a necessidade de solicitar ajuda psicológica especializada se o seu filho/a apresenta sinais ou sintomas de:

Sente-se muito ansioso e preocupado;

Mostra-se muito inquieto e irritável;

Fica muito ansioso em situações em que tem de se separar da mãe, do pai ou de ambos (ex., quando é deixado no infantário);

Mostra-se muito tímido e tende a isolar-se socialmente;

Tem muitos medos ou um medo muito intenso de algo ou de que algo aconteça;

Tem dificuldade em dormir sozinho, tem um sono agitado e/ou muitos pesadelos durante a noite.

 

Sente-se muito triste ou deprimido, sem razão aparente;

Mostra-se irritável, zangado ou aborrecido;

Sente-se culpado ou sem valor (“não valho nada…”);

Chora muito e mostra-se muito sensível;

Demonstra falta ou perda de energia e/ou motivação;

Demonstra uma perda acentuada de interesse nas coisas e nas atividades que anteriormente lhe davam prazer fazer;

Evita locais ou situações que habitualmente não costumava evitar;

Evita os amigos ou familiares, isolando-se e preferindo ficar sozinho a maior parte do tempo;

Apresenta alterações/problemas de sono ou de apetite, sem razão aparente (ex., dorme/come mais ou menos do que era habitual);

Manifesta pensamentos ou comportamentos suicidas ou de querer magoar-se a si próprio (nos casos mais graves).

 

Mostra-se frequentemente zangado e/ou ressentido, com muita mágoa e/ou rancor, e demonstra desejo intenso de atacar, verbal ou fisicamente, outra(s) pessoas;

Apresenta comportamentos agressivos frequentes para com outras pessoas e/ou animais;

Manifesta comportamentos disruptivos e/ou antissociais;

Apresenta uma conduta de oposição ou problemas de comportamento para com figuras de autoridade (ex., pais, avós, educadores, professores, ou outros);

Demonstra comportamentos agressivos e/ou desobedientes, em casa, na escola, em locais públicos e/ou outros.

 

Mostra-se muito impulsivo, manifesta dificuldade em permanecer calmo e sossegado, demonstrando-se muito agitado e inquieto a maior parte do tempo (como se estivesse ligado à corrente);

Demonstra dificuldade em permanecer sentado na sua cadeira, na escola e em casa;

Corre, salta e trepa em situações em que é inapropriado fazê-lo;

Fala muito e muito rápido, mostra dificuldade em esperar pela sua vez (ex., responde mesmo antes de ser feita uma pergunta) e interrompe outros durante as conversas ou atividades;

Demonstra dificuldades em mobilizar ou manter a atenção e/ou a concentração;

Distrai-se facilmente, demonstra dificuldade em seguir instruções, manter-se nas atividades e/ou concluir tarefas;

Parece não escutar quando lhe falam diretamente e comete erros por falta de atenção;

Mostra-se muito distraído, esquecido e desorganizado;

Evita tarefas ou atividades que requeiram atenção ou esforço mental continuado.

 

Mostra medo intenso de ganhar peso ou de se tornar obeso(a), sem razão aparente (tendo em conta o seu peso atual);

Demonstra insatisfação com o seu corpo e/ou o seu peso e excessiva preocupação com a sua condição ou aparência física;

Faz constantemente dieta ou usa outros métodos/produtos para perder peso e emagrecer;

Ingere grandes quantidades de alimento seguidas de comportamentos compensatórios, como provocar o vómito, fazer excessivamente desporto ou dietas.

 

Crianças até aos 2 anos e 6 meses:

Mostra-se mais irritável do que o habitual;

Mostra-se mais dependente do que o habitual;

Chora mais do que o habitual.

 

Crianças com idades entre os 3 e os 5 anos:

Mostra-se assustado, medroso e ansioso;

Mostra-se inseguro, desamparado e indefeso;

Fica muito ansioso quando tem de se separar de um ou de ambos os pais;

Tem mais pesadelos do que o habitual.

 

Crianças com idades entre os 6 e os 12 anos:

Mostra-se medroso e ansioso;

Apresenta mais dificuldade em se concentrar nas tarefas escolares e/ou outras do que o habitual;

Demonstra mais dificuldades/problemas de sono do que o habitual.

 

Crianças com idades entre os 13 e os 18 anos:

Mostra-se ansioso;

Associa o acontecimento traumático a sentimentos de tristeza, raiva, culpa e/ou vingança;

Mostra-se mais irritável do que o habitual;

Apresenta mais dificuldade em se concentrar nas tarefas escolares e/ou outras do que o habitual;

Isola-se e/ou evita os familiares e amigos;

Demonstra mais dificuldades/problemas de sono do que o habitual.

 

Apresenta atrasos do desenvolvimento (ex., marcha, motricidade grossa/fina, linguagem, leitura, escrita, controlo esfincteriano, desenvolvimento cognitivo, social, emocional, etc.);

Apresenta birras frequentes;

Apresenta oscilações bruscas de humor (ex., apresenta-se contente e pouco tempo depois triste);

Apresenta dificuldade em lidar com uma situação nova ou de mudança recente (ex., mudança de casa ou escola, separação/divórcio dos pais, doença de um familiar ou amigo, nascimento de um irmão, etc.);

Demonstra dificuldade em lidar com a perda ou morte de alguém que lhe era importante;

Demonstra dificuldade em lidar com os problemas do dia-a-dia ou com as atividades do quotidiano;

Tem dificuldade em fazer amigos ou em relacionar-se com outros;

Demonstra um decréscimo acentuado do rendimento escolar;

Apresenta baixos resultados escolares, apesar de se esforçar;

Recusa ir para a escola;

Demonstra preocupação em ser magoado por outros ou de magoar outros (ex., bullying);

Demonstra determinados pensamentos obsessivos e/ou comportamentos de forma repetida e constante (ex., rotina de lavar, limpar, ou outra ação, várias vezes por dia);

Apresenta queixas físicas frequentes (ex., dores de cabeça, estômago, dificuldades em comer ou dormir, falta de energia, etc.), apesar dos exames médicos não revelarem quaisquer problemas;

Apresenta uma doença (ex., diabetes, obesidade, outra) e tem dificuldade em aceitar ou lidar com a doença e/ou suas implicações;

Consome excessivamente álcool, tabaco ou outras substâncias;

Apresenta outras alterações de comportamento, pensamento ou emocionais não especificadas nos pontos anteriores.

Outros…

Se o seu filho/a apresenta alguns sinais e/ou sintomas descritos anteriormente e estes forem intensos e/ou persistentes,

poderá beneficiar de apoio psicológico.

Procure ajuda o mais cedo possível…

 

Quanto mais cedo, melhor para o seu filho…

As intervenções preventivas, cujo objetivo é prevenir dificuldades/problemas em situações em que é previsível o seu surgimento, e as intervenções terapêuticas iniciadas durante a fase inicial da instalação dos problemas/dificuldades, obtêm melhores resultados terapêuticos comparativamente com as intervenções terapêuticas iniciadas quando as dificuldades/problemas existem há vários meses ou anos. As intervenções preventivas e as intervenções terapêuticas iniciadas na fase inicial dos problemas/dificuldades são também mais eficazes na prevenção de problemas psicológicos mais graves no futuro… Quanto mais cedo é procurada ajuda psicológica especializada e mais cedo é iniciado o tratamento, melhor será o prognóstico, e menores serão a duração e o custo da intervenção terapêutica.

Psicoterapia para Crianças e Adolescentes

A Psicoterapia consiste numa variedade de técnicas e métodos utilizados para ajudar crianças, adolescentes e adultos que apresentam dificuldades em gerir as suas emoções e/ou o seu comportamento.

Em crianças e adolescentes a psicoterapia envolve habitualmente atividades lúdicas como desenhar, brincar e fazer jogos, para além de falar, de forma a facilitar a expressão das suas emoções e a resolução dos seus problemas. No caso de crianças pequenas, o trabalho psicoterapêutico requer o envolvimento e a colaboração dos pais.

A avaliação psicológica inicial permite determinar a necessidade, ou não, de um processo psicoterapêutico. Esta decisão é tomada tendo em conta as dificuldades/problemas atuais, a história e evolução dos problemas ao longo do tempo, o nível de desenvolvimento da criança (ou adolescente), e o tipo de intervenção mais eficaz no tratamento das suas dificuldades/problemas específicos.

A duração da psicoterapia depende habitualmente de vários fatores, como a complexidade e a gravidade dos problemas; o ritmo particular de cada criança ou adolescente, e suas famílias, para se adaptarem ou implementarem as mudanças necessárias; e, do tempo que necessitam para começar a sentir melhorias ao nível do bem-estar subjetivo.

Algumas crianças ou adolescentes, e suas famílias, necessitam de apenas algumas sessões para começarem a experienciar um aumento do seu bem-estar psicológico e subjetivo, enquanto outros/as necessitam de mais sessões e de intervenções mais prolongadas.

 

Psicoterapia Cognitiva-Comportamental

Existem diversos tipos de Psicoterapia, entre as quais a Psicoterapia Cognitiva-Comportamental é internacionalmente considerada, pelos estudos científicos, desde 1977, como a melhor terapia para o tipo de problemas que as pessoas geralmente apresentam, como a depressão, a ansiedade, medos e fobias, problemas relacionados com o stress, entre outros1.

A Psicoterapia Cognitiva-Comportamental apresenta resultados de eficácia comprovada com pessoas de todas as idades, incluindo crianças, adolescentes e adultos, independentemente da sua etnia ou cultura, e do seu nível de escolaridade ou socioeconómico. É também eficaz quando utilizada individualmente ou com grupos (ex., terapia de grupo).

A Psicoterapia Cognitiva-Comportamental é indicada nomeadamente nos casos de:

Problemas de humor (ex., depressão, perturbação bipolar);

Problemas de ansiedade (ex., fobias como medo de animais, alturas, espaços fechados; pânico; fobia social; ansiedade generalizada; e outras);

Problemas do comportamento alimentar (ex., anorexia e bulimia nervosa, ingestão alimentar compulsiva, obesidade);

Problemas relacionados com a perceção da imagem corporal e insatisfação corporal;

Problemas relacionados com o consumo de substâncias (ex., tabaco, álcool);

Problemas de relacionamento interpessoal;

Problemas do sono (ex., insónias);

Problemas de stress;

Problemas relacionados com dor crónica persistente;

Outros…

E ainda:

Quando as pessoas pretendem adquirir e/ou desenvolver as suas estratégias ou competências pessoais para lidar (mais) positivamente com o seu presente, o seu dia-a-dia e as dificuldades emocionais associadas.

 

A Dra. Cláudia Madeira Pereira é especializada em Psicoterapia Cognitiva-Comportamental e Integrativa. Esta consiste num tipo de terapia que recorre a diversos métodos e técnicas, cognitivas e comportamentais, para ajudar as pessoas a gerir as suas emoções e os seus comportamentos. Esta terapia é também “integrativa”, visto que contempla conhecimentos de outras abordagens terapêuticas para além dos métodos cognitivos e comportamentais, o que torna esta terapia mais rica e robusta quando se trata de responder às necessidades de crianças, adolescentes e adultos.

 

Entre os inúmeros benefícios da Psicoterapia Cognitiva-Comportamental e Integrativa destacam-se os seguintes:

Contempla o apoio psicológico, proporcionando apoio emocional;

Ajuda as pessoas a compreenderem as suas dificuldades/problemas e a perceberem como determinados processos psicológicos (ex., pensamentos, emoções, comportamentos) estão associados a esses problemas;

Facilita a mudança de pensamentos e comportamentos disfuncionais;

Auxilia o desenvolvimento de novas formas, mais positivas e funcionais, de pensar, agir e expressar emoções/sentimentos;

Promove a aquisição e/ou o desenvolvimento de estratégias e competências pessoais para solucionar os próprios problemas;

Facilita o desenvolvimento de competências para prevenir e resolver eventuais dificuldades futuras (ex., prevenção da recaída).

  Fonte: “Cognitive-Behavioural Therapy: An information guide”.  

 

“A Psicologia é para todos – crianças, adolescentes e adultos –, independentemente do seu género, idade, escolaridade, habilitações académicas, situação financeira, etc… Todos nós, em algum (ou em diferentes) momento(s) da nossa vida, podemos necessitar da ajuda de um Psicólogo e temos o direito de ter o apoio de que necessitamos (…)

A missão do meu trabalho é transformar vidas e é sempre uma honra poder ajudar quem precisa…”

Cláudia Madeira Pereira

 
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