Na generalidade o período entre os 2 e os 3 anos marcam o momento ideal de entrada das crianças no infantário ou jardim-de-infância. A frequência do ensino pré-escolar reveste-se de grande importância uma vez que os infantários e jardins-de-infância criam as ideais oportunidades e condições de estímulo à aprendizagem cognitiva, ao desenvolvimento motor e manual, à adaptação a (novos) ritmos e limites, ao trabalho individual e em grupo, à cooperação e partilha social, à adaptação a estranhos e a novos espaços de crescimento (diferentes de casa, como preparação para o ensino primário em meio escolar).

Como as entradas nos infantários e jardins-de-infância se fazem geralmente durante o mês de Setembro – uma altura de inquietação e ansiedade para muitos pais – importa abordar alguns aspetos que poderão ajudar o leitor, enquanto mãe ou pai, a facilitar a entrada do seu filho no jardim de infância. Para isto deixo-lhe algumas sugestões:

  • Dê à criança uma ideia do que vai acontecer com a entrada no infantário ou jardim-de-infância. Informá-la muito precocemente da ida para o jardim-de-infância pode criar expectativas e gerar alguma ansiedade por antecipação, pelo que o mais indicado é abordar esta questão de forma algo vaga e como algo novo e divertido que irá permitir à criança viver experiências agradáveis;
  • Visite o estabelecimento e explore o espaço com a criança mantendo-a ao colo para transmitir-lhe conforto (a menos que a criança deseje ir para o chão, o que não deverá ser contrariado). Mostre interesse e agrado pelo que vai vendo e encontrando, e transmita à criança que aquele é um espaço no qual se pode sentir confortável e segura. O objetivo é tornar o local e o ambiente familiares à criança e que esta associe sentimentos positivos àquele espaço. Isto permitirá evitar experiências negativas nomeadamente despoletadas pela ansiedade de separação;
  • Crie alguma proximidade com as educadoras, tratando-as e referindo-se a elas pelo nome próprio para que a criança possa criar mais facilmente empatia com as educadoras e sinta que pode confiar nelas;
  • No dia D as reações podem ser diversas, algumas crianças podem demonstrar sentimentos que vão desde o medo à ansiedade, enquanto outras podem demonstrar interesse em explorar o espaço, entrando e começando a interagir com outras crianças. Se o seu filho demonstrar dificuldades, negoceie com as educadoras uma transição gradual, com o aumento sucessivo do tempo e inclusão de atividades (almoçar, dormir a sesta, lanchar), respeitando desta forma o ritmo de adaptação natural e particular da criança;
  • Lembre-se de que, mesmo as crianças que demonstram diariamente alguma resistência ou ansiedade de separação no momento de serem deixadas no infantário (com choros e/ou birras frequentes), depois de os pais saírem, geralmente, ficam bem e começam gradualmente a sentir-se mais confortáveis.